Segunda-feira, 03 de agosto de 2026

Qualidade do ar na Grande Vitória é boa, garante IEMA

today3 de agosto de 2026
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Relatório apresentado pelo instituto à Comissão de Proteção ao Meio Ambiente da Assembleia aponta que 93% das medições foram consideradas de qualidade boa, no segundo trimestre deste ano

A qualidade do ar na Grande Vitória foi considerada boa em 93% das medições realizadas entre abril e junho deste ano, segundo relatório apresentado pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) durante reunião da Comissão de Proteção ao Meio Ambiente da Assembleia Legislativa.

Presidida pelo deputado estadual Fabrício Gandini (Pode), a comissão acompanha periodicamente os indicadores ambientais para fiscalizar o cumprimento das normas e das políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade do ar.

“Nosso objetivo é acompanhar esses indicadores a cada três meses e verificar se os padrões ambientais estão sendo cumpridos. Fiscalizar é garantir mais transparência e proteger a saúde da população”, afirmou Gandini.

Segundo o analista de meio ambiente do Iema, Takahiko Hashimoto Júnior, o Índice de Qualidade do Ar (IQAr) classifica o ar como bom, moderado, ruim, muito ruim ou péssimo. No segundo trimestre, 93% das medições atenderam aos padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS).

OBRAS
Porém, ele destacou que obras influenciaram algumas medições. A estação do Ibes, em Vila Velha, registrou a situação mais crítica do período para o material particulado (PM10), partículas com diâmetro de até 10 micrômetros (inaláveis grossas), menores que a largura de um fio de cabelo humano, encontradas na poeira de estradas, de construções, tráfego de veículos e atividades agrícolas ou industriais.

De acordo com o Iema, a principal hipótese é que as obras da Avenida Carlos Lindenberg tenham contribuído para o aumento das partículas em suspensão.

“Não temos como afirmar com 100% de certeza a causa, mas o cenário mais provável é que as obras tenham contribuído para o aumento das partículas em suspensão. Foi a única estação que registrou classificação ruim para PM10 e esse comportamento pode permanecer enquanto as intervenções continuarem”, explicou Takahiko.

Em Jardim Camburi, em Vitória, a reforma da Unidade de Saúde onde está instalada a estação também pode ter provocado picos momentâneos nas medições.

Já em Cidade Continental, na Serra, a intensa movimentação de caminhões próxima ao equipamento pode ter influenciado os resultados.

Apesar desses registros pontuais de ultrapassagens, o Iema ressalta que a qualidade do ar na Grande Vitória permaneceu, de forma geral, dentro da faixa considerada boa.

O instituto lembra que a poeira sedimentável, conhecida como pó preto, não faz parte do Índice de Qualidade do Ar (IQAr) por ainda não possuir um padrão nacional. No Espírito Santo, porém, após cobrança da Comissão de Meio Ambiente, há um limite definido por decreto estadual, que foi reduzido recentemente de 14 para 10 gramas por metro quadrado em 30 dias, tornando o controle mais rigoroso.

Hoje, a Grande Vitória conta com oito estações automáticas, que monitoram a qualidade do ar em tempo real, e 10 pontos da rede manual, responsáveis pela medição da poeira sedimentável.

Enquanto a rede manual leva cerca de 60 dias para concluir cada análise, os equipamentos automáticos identificam alterações hora a hora, auxiliando o Iema na investigação de eventos de picos e na fiscalização ambiental.

O Estado ainda recebe informações de outras seis estações mantidas pela Samarco em Anchieta e Guarapari, além de uma estação administrada pela Eneva, em Linhares, e outra localizada em Viana.

CRÉDITO ASSESSORIA PARLAMENTAR

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