Empresário procura o senador Ferraço para denunciar esquema de propina

today11 de setembro de 2014
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A fase das comunicações na sessão ordinária do dia 09 de setembro na Assembleia Legislativa do Espírito Santo foi marcada por duas discussões principais: a morte do policial militar, Soldado Feu, por um menor em Cariacica, e a reportagem publicada pela revista Veja onde o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa teria citado mais de 30 nomes – entre deputados, senadores, governadores e ministros, como beneficiários de um esquema de propina envolvendo contratos da estatal.

Em meio aos debates, a deputada Aparecida Denadai (PDT) surpreendeu a todos no plenário. Pegando gancho na reportagem da Petrobras, ela declarou que um executivo do ramo de combustíveis está em um hotel da Grande Vitória em esconderijo temendo morrer. O homem estaria em busca de um senador capixaba, que, segundo ela, seria Ricardo Ferraço (PMDB), para entregar um documento com denúncias maiores que as reveladas por Veja.

No momento em que Ferraço foi citado, o pai do Senador, Theodorico (DEM), levantou a mão na cabeça como sinal de preocupação e rapidamente passou a digitar em seu celular. A denúncia, segundo Aparecida, é de um caso que envolve propina e financiamento de campanha eleitoral.

“Eu fui procurada pela pessoa. Não estou ainda autorizada a revelar porque essa pessoa está com muito medo de morrer. Ela não é do Estado e veio entregar a denúncia a um senador para encaminha-la para um Procurador Geral da República, para que pudesse fazer uma delação premiada”.

Questionada se o financiamento de campanha eleitoral que a denúncia envolve poderia respingar na disputa capixaba, ela disse que ainda não pode falar. “Ele vai prestar um depoimento e eu não quero antecipar. Fui procurada porque talvez ele viu em mim uma pessoa de confiança para procurar alguém que ele pudesse confiar”, entregou.

À reportagem Denadai informou que o suposto delator está instalado em um hotel na capital capixaba, e já teria marcado reunião com Ferraço. Até o fechamento da edição, o senador não foi encontrado para comentar o assunto.

Por Lucas Rezende ([email protected])

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