Renato Casagrande diz que o Espírito Santo está preparado para a vacinação
Assim que a Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA – aprovou, na tarde deste domingo (17) por unanimidade a autorização temporária de uso emergencial da Coronavac no país, vacina contra o novo Coronavírus produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac e da vacina Covishield, desenvolvida pela farmacêutica Serum Institute of India, em parceria com a AstraZeneca/Universidade de Oxford/Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o governador Renato Casagrande afirmou que o estado do Espírito Santo já está com todo o Plano Nacional de Imunização preparado para quando as vacinas chegarem, inclusive seringas e agulhas.
O Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em entrevista coletiva hoje, 17, no Instituto de Traumatologia e Ortopedia no Rio de Janeiro disse que o governo federal começa amanhã a distribuição das 6 milhões de doses das vacinas do Butantan para todos os estados brasileiros.
Publicação de Casagrande em seu Twitter:

Entenda
O procedimento de autorização de uso emergencial avalia a adequação das candidatas a vacinas contra a Covid-19 para a utilização durante a atual emergência em saúde pública, de modo a minimizar, o mais rápido possível, os impactos da crise. É importante ressaltar que as autorizações temporárias para uso emergencial não são permissões para a introdução no mercado para fins de comercialização, distribuição e uso. Ou seja, não foi concedido ainda o registro sanitário.
Saiba mais
Com relação à CoronaVac, em especial, a autorização foi condicionada ainda à assinatura de um Termo de Compromisso e a respectiva publicação no Diário Oficial da União (DOU). Esse documento determina que, até 28 de fevereiro, seja feita e apresentada à Anvisa a complementação dos estudos de imunogenicidade, conforme aprovado no desenho de estudo clínico fase III da vacina.
A chamada imunogenicidade é a capacidade, por exemplo, de uma vacina incentivar o organismo a produzir anticorpos contra o agente causador da doença. Esse documento, portanto, deve complementar as informações referentes à imunidade conferida aos voluntários que receberam a vacina na terceira fase de desenvolvimento clínico. O dado é imprescindível para que se possa concluir a duração da resposta imunológica nos indivíduos vacinados.
Tanto a Fiocruz quanto o Instituto Butantan devem dar continuidade aos estudos e à geração de dados para permitir o registro sanitário na Anvisa. Da mesma forma, ambos precisam manter o monitoramento da segurança das vacinas, fundamental para garantir que os benefícios continuem a superar os riscos para as pessoas que recebem vacinas contra a Covid-19. A Anvisa, como órgão regulador federal, pode revisar e ajustar as condições para o uso emergencial frente a resultados que sejam considerados relevantes, inclusive dados e informações provenientes de autoridades reguladoras internacionais.




