Polícia prende mulher por maus-tratos em Guarapari

today1 de julho de 2026
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Uma força-tarefa realizada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Maus-Tratos aos Animais da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), Polícia Civil, Gerência de Bem-Estar Animal da Prefeitura de Guarapari, Centro de Controle de Zoonoses e Conselho Tutelar identificou uma grave situação de maus-tratos a animais e de vulnerabilidade infantil em uma residência no bairro Santa Rosa, em Guarapari.

Durante a operação, realizada após denúncia, as equipes encontraram sete cães, quatro gatos e diversas aves vivendo em condições insalubres. No imóvel também estava uma criança de 8 anos, que, segundo os órgãos envolvidos, vivia em meio à sujeira e cercada por animais doentes e abandonados.

Além dos animais, os agentes localizaram duas armas de fogo, dos calibres .38 e .32, dentro da residência.

A mulher de 30 anos, apontada como responsável pelo imóvel, foi presa em flagrante pela Polícia Civil. A criança foi acolhida pelo Conselho Tutelar, que adotará as medidas de proteção previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Segundo a Polícia Civil, o imóvel apresentava condições extremas de insalubridade, com acúmulo de sujeira, forte odor, presença de insetos e ambiente inadequado tanto para pessoas quanto para animais. De acordo com as autoridades, a situação persistia há mais de cinco anos.

Durante a vistoria, médicos-veterinários identificaram indícios de que algumas aves eram utilizadas em rinhas. Também foram encontrados materiais e medicamentos que podem estar relacionados à prática. Um dos gatos resgatados apresentava sinais compatíveis com esporotricose, doença que pode ser transmitida para outros animais e seres humanos.

Todos os animais foram resgatados e encaminhados para avaliação veterinária, onde receberão tratamento e permanecerão sob acompanhamento.

A Polícia Civil seguirá investigando o caso para apurar crimes de maus-tratos contra animais, possível manutenção de aves para rinhas, infrações sanitárias, posse irregular das armas de fogo e as circunstâncias em que a criança vivia.

O caso também será acompanhado pelo Ministério Público e pelos órgãos de proteção à infância.

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