Cadela policial atropelada em operação contra o tráfico apresenta evolução positiva

today10 de junho de 2026
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A cadela policial Sindy, integrante do Batalhão de Ações com Cães (BAC) da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), continua em recuperação após ter sido atropelada durante uma operação de combate ao tráfico de drogas realizada no último dia 4 de junho, em Vila Velha.

O caso ganhou repercussão em todo o Estado e mobilizou autoridades, profissionais da área veterinária e defensores da causa animal. Nesta semana, a presidente da CPI dos Maus-Tratos aos Animais da Assembleia Legislativa, deputada estadual Janete de Sá (PSB), visitou a cadela em uma clínica veterinária especializada, onde ela recebe tratamento intensivo.

De acordo com o comandante do BAC, tenente-coronel André Lemos, Sindy participava de uma ação policial na noite da ocorrência e havia acabado de localizar 98 buchas de maconha quando uma motocicleta ocupada por dois suspeitos se aproximou da equipe.

Segundo ele, os ocupantes desobedeceram à ordem de parada e avançaram contra os policiais. Os militares conseguiram evitar o impacto, mas a cadela acabou sendo atingida durante a fuga dos suspeitos.

“O atendimento foi imediato. Graças ao treinamento específico dos policiais em primeiros socorros para cães de serviço, foi possível estabilizar a Sindy ainda no local antes de encaminhá-la para atendimento veterinário especializado”, explicou o comandante.

Durante a visita à clínica, Janete de Sá destacou a importância do trabalho desenvolvido pelos cães policiais e cobrou a responsabilização dos envolvidos.

“A Sindy é uma verdadeira guerreira e presta um serviço essencial à segurança pública. Estamos acompanhando sua recuperação e trabalhando para que os responsáveis sejam identificados e respondam pelos seus atos”, afirmou a parlamentar.

O subcomandante do BAC, major Celso Luiz, ressaltou que Sindy é uma das principais cadelas operacionais da corporação.

“Ela é especialista na localização de armas, drogas e munições e tem papel fundamental nas operações realizadas pelo batalhão. Hoje, nosso foco é garantir sua plena recuperação”, disse.

A capitão médica-veterinária Jéssica, responsável pelo acompanhamento clínico do animal, informou que o quadro ainda inspira cuidados, mas apresenta evolução positiva.

“Após o atropelamento, Sindy foi submetida a cirurgia e permanece em tratamento intensivo. Atualmente realiza sessões de fisioterapia, eletroacupuntura e laserterapia. Apesar de o prognóstico continuar reservado, a recuperação tem sido satisfatória”, explicou.

O tenente médico-veterinário Cândido reforçou que toda a estrutura da Polícia Militar está mobilizada para garantir o melhor tratamento possível à cadela.

“A PMES, o Batalhão de Ações com Cães e a equipe veterinária seguem acompanhando de perto cada etapa da recuperação da Sindy”, afirmou.

Relembre o caso
O atropelamento ocorreu durante a Operação Força e Presença, realizada pela Polícia Militar na região da 13ª Companhia Independente, em Vila Velha.

Na ocasião, Sindy atuava ao lado dos policiais em um terreno baldio quando localizou 98 buchas de substância semelhante à maconha. Enquanto os militares realizavam os procedimentos da ocorrência, uma motocicleta passou em alta velocidade pelo local.

Segundo a PM, o condutor ignorou a ordem de parada e acelerou em direção à equipe policial. Durante a tentativa de fuga, a motocicleta atingiu a cadela, provocando ferimentos graves.

O passageiro foi detido no local e identificado como Wesley Alves Souza, de 19 anos. Conforme apurado pela polícia, a motocicleta utilizada possuía restrição de furto e roubo.

O homem apontado como condutor foi identificado pela área de inteligência da corporação como Marcos Antonio Rodrigues Santos, conhecido como “EndrikMK”. Segundo a Polícia Militar, ele possui ligação com o tráfico de drogas nas regiões de João Goulart e Barramares e segue foragido.

Após o atropelamento, Sindy apresentou lesão na coluna vertebral entre as vértebras C6 e T2, além de outros traumas decorrentes do impacto.

Atualmente, a cadela permanece sob acompanhamento especializado e segue realizando tratamentos de reabilitação. A expectativa da equipe médica é de que ela continue apresentando evolução positiva ao longo das próximas semanas.

Informações sobre o paradeiro do suspeito podem ser repassadas de forma anônima por meio do telefone 190 ou pelo Disque-Denúncia, no número 181.

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