CPI identifica suspeitos de matar gatos e apreende ave silvestre em Marechal Floriano

Uma operação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Maus-tratos aos Animais da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) identificou dois funcionários de uma granja suspeitos de capturar e matar gatos na zona rural de Marechal Floriano. A ação foi realizada por determinação da presidente da comissão, deputada estadual Janete de Sá (PSB), após denúncias acompanhadas de vídeos que mostravam a agressão aos animais.
Um dos suspeitos, um homem de 60 anos, foi localizado e conduzido à Delegacia Regional. O segundo investigado conseguiu fugir e permanece foragido.
As denúncias tiveram origem em vídeos que registravam a morte dos gatos a pauladas em um setor de lava-jato localizado na comunidade de Costa Pereira. O material foi encaminhado à Ouvidoria Animal da Câmara Municipal e à CPI, que iniciou as investigações.
Durante a diligência, a equipe constatou que os animais eram capturados por meio de armadilhas improvisadas, feitas com caixas plásticas, gravetos e cordas. Segundo os investigados, os gatos estariam atacando pintinhos da granja. Para a comissão, no entanto, a justificativa não exclui a responsabilidade criminal pelos maus-tratos.
Ave silvestre também foi encontrada
Durante a operação, os agentes da CPI e a Polícia Civil realizaram buscas na residência do suspeito detido, onde encontraram um pássaro da espécie coleiro mantido em cativeiro sem autorização ambiental.
Além da ave, foram apreendidas duas gaiolas e um alçapão utilizado para capturar animais silvestres, configurando mais um crime ambiental.
O caso foi encaminhado à Delegacia Regional para os procedimentos legais, enquanto a Polícia Civil continua as buscas pelo segundo suspeito.
Janete de Sá defende punição
A deputada Janete de Sá afirmou que a CPI acompanhará o andamento das investigações para garantir a responsabilização dos envolvidos.
“Não existe justificativa para espancar um animal até a morte. O que vimos nas imagens é uma crueldade inadmissível. A CPI foi ao local, ajudou a identificar os envolvidos e um deles foi conduzido à delegacia. Vamos acompanhar o caso até que o segundo suspeito seja localizado e todos respondam perante a Justiça”, declarou.
Operação
O agente de investigação da CPI, Juarez Lima, destacou que a comissão continuará atuando em todo o Estado no combate aos maus-tratos contra animais.
“Cumprimos a determinação da deputada Janete de Sá para esclarecer esse crime. Além da identificação dos suspeitos, flagramos um pássaro silvestre mantido ilegalmente em cativeiro. O recado é claro: quem praticar maus-tratos será investigado e responsabilizado”, afirmou.
O trabalho da comissão também foi elogiado pelo vereador Diogo Endlich, presidente da Associação dos Animais de Rua (Amar), que destacou a rapidez da atuação após o recebimento das denúncias.
Segundo ele, o apoio da CPI foi fundamental para identificar os suspeitos e dar início à responsabilização criminal.
Crimes investigados
Os dois investigados responderão por maus-tratos a animais, conforme a Lei Federal nº 14.064/2020 (Lei Sansão), que prevê pena de reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda de animais.
O suspeito detido também responderá por manter animal silvestre em cativeiro sem autorização, crime previsto no artigo 29 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).
A Polícia Civil segue investigando o caso e realiza diligências para localizar o segundo suspeito.


