Terça-feira, 22 de setembro de 2026

Potencial logístico do ES é atrativo para o Reino Unido 

today20 de julho de 2022
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Afirmação é do cônsul-geral do Reino Unido no Rio de Janeiro, Anjoum Noorani, durante seminário realizado nesta terça-feira (19), na Findes

O potencial logístico do Espírito Santo, principalmente em termos de infraestrutura portuária e ferroviária, além da boa política fiscal e iniciativas sustentáveis para o desenvolvimento da economia foram destacados pelo cônsul-geral do Reino Unido no Rio de Janeiro, Anjoum Noorani, durante o “Seminário de Comércio Exterior UK-BR”. O evento aconteceu na Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), nesta terça-feira (19/7).

O encontro, que reuniu os principais representantes da cadeia de exportação e importação capixaba, discutiu as oportunidades de negócios entre Brasil e Reino Unido.

O evento mostrou o Espírito Santo e suas potencialidades, dando destaque a três temas: agenda prioritária do comércio exterior no ES; agenda da infraestrutura logística e competitividade; e tributação e incentivos fiscais do comércio exterior.  

Noorani avalia que o Espírito Santo pode ser um grande parceiro no trânsito logístico para conectar os mercados. “O Espírito Santo reúne estratégias e projetos no mesmo curso do que pretendemos desenvolver. Três potenciais capixabas chamaram muita atenção: os planos voltados para o desenvolvimento portuário e ferroviário, a boa política fiscal com a ausência de dívidas, e em relação a sustentabilidade, com interesse na revolução industrial verde – incluindo a adoção de fontes sustentáveis de combustíveis, por exemplo”, disse durante sua primeira visita oficial ao Estado.

Segundo o vice-presidente da Findes, Paulo Baraona, o Espírito Santo conta com fatores positivos que o destaca dos demais estados e favorece o aumento da corrente comercial com o Reino Unido. Entre eles estão: posição geográfica estratégica; proximidade de 60% do PIB nacional, por estar em um raio de 1.200 km das principais capitais brasileiras; além de possuir um Fundo Soberano, e ser nota A no Tesouro Nacional, ou seja, ter um bom equilíbrio fiscal.

“O Espírito Santo tem total vocação para o comércio exterior, em especial às exportações. Além das indústrias já instaladas por aqui, que podem aumentar sua exportação, também temos novas indústrias chegando e com grande potencial de abastecer o mercado internacional. Acreditamos que a aproximação entre o Reino Unido e o Espírito Santo gerem oportunidades comerciais. A Findes está de portas abertas para que possamos estreitar cada vez mais as relações entre os países e realizar ainda mais negócios”, destacou.

Para o presidente do Conselho Regional de Economia do Espírito Santo (Corecon-ES), Claudeci Neto, encontros como esse contribuem para discutir a agenda de melhorias para o setor de comércio exterior, além de fomentar o desenvolvimento.  

“Temos um Estado em que as instituições funcionam, temos um governo que tenta fazer o seu papel e uma economia local que cresce mais que a economia brasileira. É um prazer para o conselho de economia estar aqui neste evento de aproximação entre as instituições, especialmente com o Reino Unido, para formarmos parcerias.”

O presidente do Sindicato de Empresas de Comércio Exterior (Sindiex), Sidemar Acosta, lembrou o que torna o Espírito Santo diferenciado quando o assunto é ambiência de negócios: “O Estado ocupa o primeiro lugar do país no quesito transparência, possui diálogo aberto e constante com diversas instituições ligadas ao comércio exterior capixaba e brasileiro, além de ter facilidade para atuar nas demandas coletivas do setor”, comentou.  

Para Sidemar, o Estado vem se preparando para o futuro. De acordo com o presidente do Sindiex, o Espírito Santo tem 200 empresas qualificadas para comercializar no mercado internacional. E como suporte para as empresas há o Fundap, um dos incentivos mais antigos do comércio exterior brasileiro. Há ainda o Programa de Incentivo ao Investimento no Estado do Espírito Santo (Invest-ES), que contribui para a expansão, modernização e diversificação dos setores produtivos do Espírito Santo.

O coordenador de Desenvolvimento e Competitividade Industrial da Findes, Gustavo Rodrigues, destacou que a Federação está preparada para atender o possível crescimento de demanda entre os países, desde a internacionalização de novas empresas no comércio exterior, por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN-ES) da Findes, até a expedição do selo internacional de origem da Câmara de Comércio Internacional.

Além disso, a Federação está antenada às práticas ambientais, sociais e de governança. Também conhecida como ESG, essa agenda tem a atenção contínua da Federação, orientando o posicionamento do empresariado sobre políticas de gestão ambiental. Como parte dessas ações dentro do plano estratégico está a elaboração de um inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE), que vai ajudar a traçar um diagnóstico da situação atual e orientar a Findes na definição das metas e da implantação de programas de descarbonização.    

O Seminário de Comércio Exterior UK-BR é promovido pela Findes, por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN), pelo Consulado do Reino Unido, Conselho Regional de Economia do Espírito Santo (Corecon), Conselho Federal de Economia (Confecon) e pelo Sindicato do Comércio de Exportação e Importação no Espírito Santo (Sindiex).

Também participaram do evento representantes da Secretaria Estadual de Desenvolvimento (Sectides) e Secretaria de Fazenda (Sefaz), além da vice-governadora, Jacqueline Moraes.  

por Lorena Zanon
foto Siumara Gonçalves