Vila Velha puxou o crescimento da construção civil em 2025

today6 de fevereiro de 2026
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Mesmo enfrentando um ano de crédito caro e juros nas alturas, Vila Velha fechou 2025 como a cidade com o maior número de unidades imobiliárias em produção no Espírito Santo. O município liderou com folga o ranking estadual no primeiro semestre do ano, consolidando seu protagonismo no setor da construção civil.
 
De janeiro a junho de 2025, Vila Velha somou 8.977 unidades em construção, mais que o dobro da segunda colocada, Serra, que registrou 3.846 unidades. Vitória apareceu na terceira posição, com 3.625. Os dados constam nos 43º e 45º Censos Imobiliários do Sinduscon-ES, sendo o mais recente divulgado em outubro deste ano.
 
O desempenho de Vila Velha ganha peso ainda maior diante de um cenário econômico desafiador como foi o de 2025. Com a taxa Selic mantida em 15% ao longo do ano, a indústria da construção civil operou sob forte pressão, já que depende diretamente de financiamento e da oferta de crédito para empresas e consumidores.
 
Ainda assim, o Espírito Santo mostrou fôlego. No primeiro semestre de 2025, o número de unidades residenciais e comerciais em produção no Estado cresceu 15,3% em relação ao mesmo período de 2024, saltando de 14.885 para 17.177 unidades.
 
Para o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, os números refletem uma política de desenvolvimento econômico e urbano pensada para destravar investimentos e dar previsibilidade ao setor.
 
“Vila Velha criou um ambiente seguro para quem quer investir e morar. Nosso Plano Diretor é moderno, equilibrado e dá clareza às regras do jogo. Isso atrai empreendimentos, gera empregos e movimenta a economia, mesmo em um cenário nacional adverso”, destacou o prefeito.
 
Resiliência 
Apesar do avanço na produção, os indicadores econômicos do setor oscilaram ao longo do ano. Em âmbito nacional, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção revisou duas vezes a projeção de crescimento do PIB do setor em 2025, reduzindo a expectativa de 3% para 1,3%.
 
No Espírito Santo, o cenário também exigiu cautela. O setor fechou o primeiro semestre com retração de 1%, conforme o Indicador de Atividade Econômica da Findes (IAE-Findes). A geração de empregos acompanhou o ritmo mais lento: entre janeiro e outubro de 2025, foram criadas 1.463 vagas na construção civil, contra 5.885 no mesmo período de 2024.
 
Mesmo assim, Vila Velha manteve desempenho acima da média estadual, impulsionada por ações concretas de desburocratização, garantia de segurança jurídica e estímulo ao desenvolvimento sustentável da cidade.
 
Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Everaldo Colodetti, o resultado é fruto de planejamento e diálogo constante com o setor produtivo. “Enquanto os juros freiam o mercado, Vila Velha acelera no que está ao seu alcance: processos mais rápidos, regras claras e apoio ao empreendedor. Isso faz a cidade seguir crescendo mesmo quando o cenário externo aperta”, afirmou.
 
Habitação popular ganha espaço 
Outro dado relevante do Censo Imobiliário mostra a diversificação do mercado. No Espírito Santo, 59,8% das unidades em produção no primeiro semestre de 2025 foram de médio e alto padrão. Já os empreendimentos econômicos, ligados ao programa Minha Casa Minha Vida, representaram 40,2% do total.
 
O número indica avanço do segmento popular, que no mesmo período de 2024 respondia por 32,9% das unidades. Em Vila Velha, esse crescimento reforça o papel da cidade como polo de oferta habitacional para diferentes perfis de renda.
 
No fechamento do balanço de 2025, os números deixaram claro que, mesmo com vento contra, Vila Velha segue de pé como o principal canteiro de obras do Espírito Santo.

foto ilustrativa

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