Operação policial prende mulher investigada por envolvimento em exploração sexual infantil

today10 de março de 2026
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Uma mulher de 29 anos foi presa na manhã desta terça-feira (10) no município de Marataízes, no litoral sul do Espírito Santo, durante a segunda fase da Operação Apertem o Cinto. A ação foi realizada de forma conjunta pelos Departamentos de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) das polícias civis do Espírito Santo e de São Paulo.

De acordo com as investigações conduzidas pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP da Polícia Civil de São Paulo, a suspeita é investigada por compartilhar imagens da própria filha, de três anos, com um piloto de aviação comercial que foi preso em fevereiro deste ano na capital paulista e apontado como líder de um grupo criminoso envolvido com a exploração sexual infantil.

Além da prisão, os policiais também cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência da investigada, em Marataízes. O objetivo foi localizar e apreender o telefone celular que teria sido utilizado para o envio do material e para o recebimento de pagamentos relacionados ao crime.

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo, José Darcy Arruda, a operação reforça a importância da cooperação entre as forças policiais de diferentes estados. Ele destacou que a integração entre as instituições é essencial para combater crimes graves e responsabilizar todos os envolvidos.

A delegada Luciana Peixoto, da Polícia Civil de São Paulo, explicou que a segunda fase da operação foi desencadeada após a análise dos dados extraídos de dispositivos eletrônicos apreendidos na primeira etapa da investigação. O material revelou a existência de novas vítimas e indicou a participação de outras pessoas no esquema criminoso.

Conforme a delegada, conversas encontradas nos dispositivos apontam que o piloto mantinha contato com diversos indivíduos e solicitava conteúdos envolvendo crianças, chegando a realizar pagamentos em troca das imagens. As informações permitiram identificar novas vítimas e ampliar o alcance das investigações.

A delegada também ressaltou que esse tipo de investigação exige um trabalho cuidadoso por parte das equipes policiais, tanto pelo grande volume de dados analisados quanto pela gravidade dos crimes envolvidos. Ela destacou ainda a importância da participação da sociedade, incentivando denúncias de qualquer situação suspeita envolvendo crianças e adolescentes.

A delegada Gabriela Enne, do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil do Espírito Santo, afirmou que a prisão realizada no Estado é resultado direto das análises feitas no material apreendido com o piloto. Segundo ela, os dados permitiram identificar novas vítimas e possíveis envolvidos no esquema.

De acordo com a delegada, a investigação aponta que o suspeito teria se aproveitado da situação de vulnerabilidade financeira da família da criança para solicitar a produção das imagens e realizar pagamentos pelo material.

Durante a abordagem policial, a mulher teria permanecido em silêncio e demonstrado constrangimento diante da presença dos agentes e da prisão realizada em sua residência.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.

foto divulgação PCES

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