Município de Anchieta discute arborização para a cidade e assoreamento de rio

today4 de setembro de 2014
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O Governo Municipal, Sociedade Civil Organizada e população em geral se reuniram, dia 28 de agosto, para a solenidade de assinatura da ordem de serviço para elaboração do Plano Diretor de Arborização e Áreas Verdes para Anchieta.

Na ocasião também foi realizada também uma reunião pública sobre o Projeto de Desassoreamento e Regularização das Margens do Leito do Rio Benevente. O primeiro assunto discutido durante a noite foi o projeto de arborização para o município de Anchieta.

O Secretário de Meio Ambiente, Marcelo Dalbom, explicou para os presentes que a cidade não possui um Plano Diretor de Arborização e Áreas Verdes. Neste contexto, o plantio desordenado e sem critérios técnicos, realizado pela população e pela Prefeitura, em anos anteriores, tem ocasionado uma série de problemas nos dias atuais.

“No diagnóstico realizado pela Secretaria de Meio Ambiente em 2013 verificou-se no Município bairros pouco arborizados e outros sem arborização alguma. Além disso, há árvores próximas a redes de alta tensão, com necessidade de substituição, plantio de espécies exóticas invasoras e comprometimento da acessibilidade dos pedestres devido ao plantio em calçadas estreitas, entre outros problemas” explicou Marcelo Dalbom.

Considerando que a arborização é de grande importância para a cidade, o Chefe do Executivo, Marcus Assad, assinou a ordem de serviço para a elaboração do plano, que norteará a política Municipal de arborização.

“Fica claro que o projeto de arborização é de alta relevância para o Município na busca contínua pela melhoria da qualidade de vida de nossa população. Ele será elaborado com a participação da sociedade e com as instituições afins e vai estabelecer critérios para implementação e manutenção de uma arborização eficiente que atenda Anchieta em aspectos estruturais, favorecendo o morador, e também em aspectos ambientais”, afirmou Marcus Assad.

Com a assinatura da ordem de serviço a empresa contratada, para esta elaboração, terá cerca de 180 dias para realizar um estudo e concluir o projeto. A partir daí, o próximo passo será aprovar na Câmara Municipal a parte jurídica que direcionará a política de arborização de Anchieta. Com o plano pronto e diretrizes estabelecidas por lei, o Município já poderá contratar serviço para executá-lo.

Projeto de desassoreamento do Rio Benevente também é discutido em reunião pública
Logo após a assinatura da ordem de serviço para a criação do Plano de Arborização e Áreas Verdes de Anchieta foi iniciada uma reunião pública como objetivo de discutir o projeto de desassoreamento do rio Benevente. O Secretário de Meio Ambiente apresentou um estudo da atual situação do principal rio que banha o Município.

“O rio Benevente nasce no município de Alfredo Chaves percorre cerca de 80 km e tem sua foz no município de Anchieta, onde forma um manguezal. Ao longo dos anos o manancial vem sofrendo com a degradação e a destruição das matas ciliares, o que tem provocado erosões em suas encostas e, consequentemente, o assoreamento das partes planas, principalmente no trecho entre a comunidade de Jabaquara e sua foz”, explicou Marcelo Dalbom.

Com o objetivo de trabalhar essa problemática o Governo Municipal está desenvolvendo um projeto de Desassoreamento e Regularização do Rio Benevente, que está sob a coordenação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e será elaborado à luz de um Termo de Referência, que já está em fase de finalização.

“A reunião de hoje é mais uma etapa de todo este projeto. Além de apresentar o projeto conceitual elaborado pela Prefeitura de Anchieta e consolidar o Termo de Referência em conjunto com a sociedade, nós queremos registrar e discutir propostas de intervenção, oportunidades que o projeto poderá trazer, e também os pontos críticos, além de esclarecer dúvidas da população sobre o assunto” afirmou.

Uma das principais dúvidas e questionamentos da população foi com relação aos métodos que serão utilizados para desassorear o rio. Foi explicado na audiência que será realizado todo um estudo, com empresa especializada, sobre as condições do manancial e métodos mais eficazes que podem ser usados.

Concluído o estudo de impacto ambiental a população será chamada novamente para discutir detalhes do projeto de desassoreamento.

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