Secretária de Saúde presta esclarecimentos na Câmara de Guarapari

today14 de agosto de 2019
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A Comissão de Saúde realizou, nesta terça-feira (13), uma reunião com a presença da secretária municipal de Saúde, Alessandra Gaigher. O objetivo foi receber esclarecimentos e buscar soluções para as reclamações que a Comissão vem recebendo sobre a falta de médicos e a dificuldade para marcação de exames na unidade de saúde de Santa Mônica.

Além da secretária estavam presentes Isaquea Brambati, a enfermeira chefe da unidade Luana Brisali Andreata Marson e os membros do Conselho Municipal de Saúde Lúcia Novaes, Mansour Cadais, Regina Melllo Schoeffer e Rodrigo dos Santos.

De acordo com Alessandra, a unidade atende em média de 16 a 20 pacientes por dia. “Hoje temos uma equipe completa, um médico da estratégia e outro para atender a área descoberta, um enfermeiro, dois técnicos e a atendente. Vamos avaliar novamente e traçar planos e metas para aquele bairro”, afirmou a secretária.

Durante o momento em que era ouvida pela Comissão, Luana afirmou que a unidade não possui pediatra. A secretária justificou a falta do especialista. “A portaria nacional da atenção básica, 2488, não preconiza especialista”, disse Alessandra.

O presidente da Comissão, vereador Rogério Zanon (PRP), relatou que na reunião foi afirmado que um segundo médico atende a cada 15 dias na unidade, mas na opinião dele isso não vai suprir a demanda porque a região possui quase 12 mil moradores. “A secretária deixou bem claro que dentro das diretrizes da Secretaria e do Ministério da Saúde eles estão cumprindo, mas cumprindo não significa que estão resolvendo. Um médico só generalista não adianta. Santa Mônica merecia, no mínimo, além do médico generalista, um pediatra e um ginecologista. Com esses três médicos melhoraria muito o atendimento aos pacientes”, disse Zanon.

Segundo o parlamentar, a Secretaria não está respeitando as Leis municipais 4.230/2018 e 4.231/2018. “A secretária se balizou no Ministério da Saúde, mas deixei claro que existem dois Projetos de Lei que foram aprovados nessa Casa. Um determina que na rede municipal de saúde a realização de consultas médicas ou exames em pacientes com idade superior a 60 anos tem um prazo máximo de 10 dias. O segundo estabelece a possibilidade de agendamento telefônico de consultas para pacientes idosos e pessoas com deficiência já cadastradas na unidade de saúde do município. Isso é lei e tem que ser cumprido. Da mesma forma que ainda não foi cumprido com relação a saúde em Guarapari, a criação de um banco de sangue e um banco de leite materno. Quer dizer que se cumpre as leis do Ministério da Saúde e não se cumpre as leis aprovadas pelos vereadores da cidade”, afirmou o presidente da Comissão.

A membro do Conselho de Saúde, Lúcia Novaes, afirmou que os conselheiros estão trabalhando para mostrar para a Secretaria onde estão as dificuldades que a população enfrenta. “A população continua não tendo acesso a exames, não tendo acesso a médicos e não tendo acesso nas unidades de saúde ao mínimo que ela precisa. Na verdade, a atenção básica é para produzir saúde, e nós não estamos conseguindo fazer isso aqui em Guarapari”, disse Lúcia.

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